HISTÓRIA – Prefeitura Municipal

HISTÓRIA

Primeiros indícios de ocupação e a fundação do Arraial das Palmeiras

A região em que hoje se situa o município de Palmácia começou a ser ocupada ainda no século século XVIII, quando uma grande seca atingiu todo o estado do Ceará e todo o Nordeste Brasileiro,os índios da etnia baturité foram se refugiar na região serrana onde hoje é Palmácia,sendo o primeiro indício de ocupação da terras palmacianas, porém após a seca muitos dos baturités retornaram a seu lugar de origem e assim a fundação do futuro município de Palmácia só teve início anos depois devido a ocupação de sobras das sesmarias nas encostas da região do Maciço de Baturité. As primeiras notícias dessa ocupação são do final do primeiro quartel do século XVIII, nos meados de 1775 já existiam povoados criados por diversas localidades do maciço, por ocasião da seca de 1825. Um ramo de dois clãs importantes do povoamento cearense (Queirós e Sampaio), concorreram para a formação do novo núcleo familiar da região,sendo o principal meio de transporte da época burros e jumentos dos tropeiros ou comboieiros, que viviam de fretes e eram os maiores desbravadores da serra,na medida que os tropeiros avançavam nas regiões desconhecidas eram encontradas novas trilhas usadas pelos índios. A principal razão que fizeram os tropeiros desbravar região foi que ao encontrarem uma trilha que vinha de Aratuba e passava pela região do Arraial das Palmeiras e que era usada pelos índios fazia com que a viagem a capital fosse mais rápida,fazendo que a cada dia essa rota fosse mais usadas pelos tropeiros,uma destas existe até hoje é conhecida é o manancial d´água conhecido como Bica, ponto obrigatório de parada dos tropeiros para beberem água e darem aos animais meio a viagem de transporte do babaçu e do coco. Assim,logo vieram os cortadores de palmas e fazendo nascer os pequenos povoados de pequenas choças, os povoados iam se expandindo a cada dia com barracas de palhas e foram eles,os tropeiros que colocaram o 1º nome da região de Arraial das Palmeiras .

A Seca dos três setes e a Construção do Açude da Comissão

Palmácia desenvolveu-se na região serrana do Maciço de Baturité.
D. Pedro II reinou de 1831 a 1889 ano em que foi deposto,seu reinado foi de estabilidade e muito próspero. O Ceará em seu reinado era um estado com fronteiras ainda bastante indefinidas.

Palmácia, nessa época chamada de Palmeiras, não passava de um monte de casas, era uma vila. A Seca dos Três Sete (1877, 1878 e 1879) arrasou o Estado e nossa Palmácia sofreu muito com ela. Para resolver o problema, D. Pedro II mandou que se fizesse a construção de açudes sendo o da Comissão um deles. O Imperador não mediu esforços para a resolução do problema ele proferiu a frase: “Se preciso for venderei até a última pedra de brilhante da minha coroa para que nenhum brasileiro morra de fome.” As obras foram iniciadas em 1878,quando Imperador ordenou que se abrissem frentes de trabalho para livrar o povo da fome e sede. Palmácia, município na época chamado Palmeiras, distrito de Maranguape, foi, portanto, visitado pela citada comissão que estudou a possibilidade de construção do açude; o mesmo foi de fato edificado, durante três anos,e,após sua inauguração, passou a ser chamado de Açude da Comissão.

Construção da capela e do Campo Santo

Com o crescimento da população de Palmácia,isso iniciou-se a construção de um oratório que foi construído por Monsenhor Custódio,a capela foi ampliada mais tarde por Monsenhor Tabosa,com isso começou construções em volta da igreja formando assim um arruado populacional.Havia a necessidade de um cemitério em Palmácia,que foi construído onde hoje é o prédio do Mercado Público de Palmácia,mas foi logo desativado pois havia o risco de contaminar o solo.Com uma generosa doação de terras por José Ildefonso Campos foi construído o novo “campo santo”.

Chegada de Maria Amélia Perdigão Sampaio e a elevação à categoria de vila

Com a chegada de Maria Amélia Perdigão Sampaio que foi a primeira professora pública da cidade,Palmácia deixou de ser lugarejo e passou à categoria de vila,pois para ser elevada a categoria de vila precisava de uma professora pública a partir desse fato iniciou-se a Educação Formal Palmaciana.

Palmácia planta (1910)
Construção do Santo Cruzeiro

Em 1939,no lugar conhecido como Serrote do Meio ,por estar localizado entre a Pedra do Bacamarte e a Torre da Lua, o local escolhido teve a aprovação do proprietário senhor Bráulio e o padre Vermeeln assumiu a coordenação dos trabalhos e no decorrer do tempo ia propagando a ideia nos sermões imputando aos homens a penitência de ajudar a concretizar a obra. Ao mestre Mundico, coube a tarefa de ir atrás da madeira da cruz, foi no sitio São José, de João Teixeira Joca que encontraram duas aroeiras de grande poste, ideais para o projeto dos padres. Com a ajuda de centenas de homens para o transporte, levaram a cruz pela Rua da Vila Campos (Rua Francisco de Queirós), numa grande grande euforia tomaram o padre nos braços e o puseram sobre uma peça do cruzeiro e o conduzindo-o assim, até a igreja,após a bênção a peça foi levada ao topo do morro para ser fixada.

Emancipação

Foi criado pela lei nº 3.779, de 28 de agosto de 1957, sancionada pelo então governador Paulo Sarasate Ferreira Lopes e antes era distrito de Maranguape. O ato histórico, na época, reuniu em Fortaleza no Palácio da Luz autoridades como os deputados Almir Pinto (PSD), Barros dos Santos e Edival Távora (UDN), além de lideranças palmacianas como o Vigário Padre Tomás de Aquino, Moacir Aguiar, Adauto Sampaio de Andrade, Hermínio Muniz, Irapuan Campelo, Flávia Andrade (Geminiano), Carlos Campos, Etevaldo Campos, dentre outros. Presidiu a instalação do novo Município o então Prefeito de Maranguape, Humberto Mota. O primeiro Prefeito de Palmácia foi o líder político e empresário Atanásio Perdigão Sampaio (PSD) e o vice o professor Valter Rebouças Macambira.[21][22] Após o seu desmembramento de Maranguape, passou ao status de município com sede no antigo distrito de Palmácia. O município foi instalado em 7 de setembro do mesmo ano,Palmácia ficou dividida em 2 distritos: Palmácia (sede) e Gado dos Ferros (à época, apenas Gado). Em 1988 foi reconhecido o distrito de Gado dos Rodrigues.Seu primeiro prefeito foi Atanásio Perdigão Sampaio .

O Bicho da Água Verde e a repercussão nacional 

Um dos fatos mais curiosos de Palmácia aconteceu quando apareceu o Bicho da Água Verde na Região da Baixada,onde a população pensava se tratar de uma réptil pré-histórico ou um dinossauro.A imprensa nacional noticiava o bicho na cidade.

TRECHO DA REVISTA O CRUZEIRO (25 de setembro de 1966):

“A presença do possível espécime fóssil de réptil marinho em águas cearenses é motivo de promoção política do pequenino e pobre município de Palmácia, que vive, agora, os seus grandes momentos, com citações na imprensa falada e escrita do País”.

Um raio atinge o Santo Cruzeiro

Em 1986 um desastre natural derruba um antigo Cruzeiro que era um marco de fé cristã para toda região serrana,deixando a cidade inconsolada.

Centenário da Educação Formal

No ano de 1997 aconteceu o Centenário da Educação Formal em Palmácia que marca a chegada da Professora Maria Amélia Perdigão Sampaio vinda de Tamboril em 1897,com sua chegada Palmácia passa a categoria de vila,a primeira escola de ensino médio do município leva seu nome.

Criação do Prêmio Torre da Lua

O Prêmio Torre da Lua é criado para homenagear as personalidades mais importantes do município,anualmente.

Primeira renúncia de um prefeito

Em 2008, acontece a primeira renúncia de um prefeito da cidade,João Antônio Desidério de Oliveira renuncia o cargo no final de seu mandato para evitar a cassação.

Reconstrução do Santo Cruzeiro

Em 2010, sob a liderança do Terço dos Homense de muitos outros fiéis, a Paróquia de Palmácia conseguiu reinstalar um novo, grande e bonito Santo Cruzeiro, o qual de braços estendidos indica o reinado de salvação de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre toda humanidade. Às 06:00 h foi celebrada a Santa Missa na Igreja Matriz, presidida por Pe. Marcos Oliveira, com a bênção do Santo Cruzeiro. Logo após todos seguiram em caminhada, rumo a alta montanha aonde o mesmo Cruzeiro foi reinstalado com muita fé, entusiasmo e organização. Este evento também marcou a última celebração do Pe. Marcos Oliveira como pároco de Palmácia.